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Produção de azeite se recupera e pode bater 1 milhão de litros

Foto do autor Jair Reinaldo
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Produção de azeite se recupera e pode bater 1 milhão de litros
Produção de azeite no Brasil deve se aproximar de 1 milhão de litros em 2026, com o Rio Grande do Sul concentrando a maior parte da safra. Foto: Freepik

Estimativa do setor aponta recuperação da olivicultura após dois anos de perdas climáticas, com o Rio Grande do Sul liderando a produção nacional e concentrando cerca de 800 mil litros em 2026

A produção de azeite de oliva no Brasil deve se aproximar de 1 milhão de litros em 2026, segundo estimativas do setor, em um cenário de recuperação após dois anos marcados por frustrações de safra. A expectativa é de que o Rio Grande do Sul concentre a maior parte desse volume, com cerca de 800 mil litros, reforçando o protagonismo do Estado na olivicultura nacional.

O avanço ocorre em um ciclo considerado mais favorável para as oliveiras, após temporadas prejudicadas por condições climáticas adversas que comprometeram a produtividade e limitaram a oferta do produto no país. Agora, com clima mais adequado ao desenvolvimento das plantas, o setor volta a projetar crescimento e maior presença do azeite brasileiro no mercado.

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Rio Grande do Sul deve liderar safra de azeite em 2026

De acordo com a projeção do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), o Rio Grande do Sul deve responder por aproximadamente 800 mil litros da produção nacional em 2026, consolidando-se mais uma vez como o principal estado produtor de azeite do Brasil.

O restante da produção, estimado em cerca de 200 mil litros, deve vir de outras regiões produtoras do país, mantendo a atividade em expansão também fora do território gaúcho.

A estimativa reforça a importância do Estado para a cadeia da olivicultura, tanto pela concentração das áreas cultivadas quanto pela presença de agroindústrias e marcas que vêm ganhando espaço junto ao consumidor.

Clima favorece recuperação após dois anos de perdas

A expectativa positiva para a safra de 2026 está diretamente ligada às condições climáticas registradas ao longo do ciclo.

Depois de dois anos de frustrações provocadas por eventos climáticos adversos, o setor avalia que o clima mais favorável em 2026 permitiu melhor desenvolvimento das oliveiras e abriu espaço para uma recuperação significativa no volume colhido.

Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, o desempenho da safra está associado justamente a esse ambiente mais propício para a cultura.

Na avaliação do setor, esse fator foi determinante para restabelecer o potencial produtivo dos pomares e devolver fôlego à cadeia, que vinha enfrentando dificuldades para manter o crescimento nos últimos ciclos.

Produção maior reforça presença do azeite brasileiro no mercado

Além da recuperação do volume, o setor vê na safra de 2026 um passo importante para ampliar a presença do azeite nacional no mercado.

Com maior oferta, a expectativa é de fortalecimento das marcas brasileiras, avanço da comercialização e ampliação do acesso do consumidor ao produto nacional.

Esse movimento também pode contribuir para dar mais visibilidade à olivicultura brasileira, um segmento ainda relativamente jovem em comparação com grandes produtores internacionais, mas que vem se consolidando com qualidade e identidade própria.

Para o agro, o cenário é positivo porque combina valorização de uma cadeia de nicho com maior capacidade de geração de renda e agregação de valor nas propriedades e agroindústrias.

Colheita será destaque em evento oficial no Rio Grande do Sul

O momento de recuperação da safra também estará no centro da 14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva, marcada para o dia 17 de abril, em Triunfo (RS), na sede da Azeite Milonga.

O evento deve reunir produtores, representantes do setor e agentes da cadeia para marcar o início simbólico da colheita e discutir o cenário da olivicultura no Brasil.

A expectativa de uma safra mais robusta deve pautar boa parte das conversas e reforçar o clima de retomada para a atividade, especialmente no Rio Grande do Sul, que concentra a maior parcela da produção nacional.

Feira de negócios e venda direta de azeites da safra 2026

Além do ato oficial de abertura da colheita, a programação contará com uma feira de negócios voltada à olivicultura, ampliando a vitrine para produtores e empresas ligadas ao setor.

Também está prevista a comercialização direta de azeites da safra 2026 por produtores gaúchos, reunindo diferentes marcas em um mesmo espaço.

A iniciativa fortalece o contato entre produtores e consumidores, valoriza o produto local e cria oportunidades de divulgação para marcas que buscam consolidar espaço no mercado de azeites premium e extravirgens brasileiros.

Setor aposta em crescimento e consolidação da olivicultura

A projeção de quase 1 milhão de litros em 2026 é vista pelo setor como um indicativo de amadurecimento da atividade no país.

Mesmo ainda em escala menor frente a grandes produtores globais, a olivicultura brasileira vem ampliando área plantada, profissionalização e presença comercial, especialmente no Sul do país.

A recuperação da safra neste ciclo ajuda a dar mais previsibilidade ao setor e fortalece a percepção de que a atividade pode seguir avançando, desde que conte com condições climáticas favoráveis e continuidade nos investimentos em manejo, tecnologia e agregação de valor.

Safra de 2026 recoloca azeite brasileiro em trajetória de avanço

Com uma safra estimada em quase 1 milhão de litros, a produção de azeite de oliva no Brasil entra em 2026 em um cenário de retomada, depois de dois anos desafiadores para os olivicultores.

O protagonismo do Rio Grande do Sul, a recuperação climática e a expectativa de maior oferta ajudam a recolocar a cadeia em trajetória de crescimento.

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