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IBGE eleva estimativa da safra do Paraná em 306 mil toneladas

Foto do autor Francieli Galo
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IBGE eleva estimativa da safra do Paraná em 306 mil toneladas
Estado amplia projeção da colheita em relação a fevereiro e segue atrás apenas de Mato Grosso na produção nacional.

Com ajuste positivo, Paraná amplia estimativa da safra e reforça protagonismo nacional em soja, milho e feijão

A nova projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe um reforço importante para a safra de grãos do Paraná em 2026. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado nesta sexta-feira (13), o Estado deve colher 306,4 mil toneladas a mais do que o estimado no levantamento anterior, divulgado em fevereiro.

Com a revisão, o Paraná mantém posição de destaque no cenário nacional e aparece com a quarta maior alta entre os estados, atrás apenas de Bahia, Goiás e Minas Gerais. No movimento oposto, a principal variação negativa foi registrada no Rio Grande do Sul.

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Paraná segue como segundo maior produtor do país

De acordo com o IBGE, o Paraná deve alcançar 22,3 milhões de toneladas de grãos, consolidando-se como o segundo maior produtor do Brasil em 2026.

O volume representa um crescimento de 4,3% em relação ao total colhido em 2025, reforçando a relevância do Estado no abastecimento nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas. Com isso, o Paraná responde por 13,9% da produção brasileira, ficando atrás apenas do Mato Grosso, que segue na liderança nacional.

Para o agronegócio paranaense, o dado reforça a força produtiva do Estado em um ano de ajustes nas estimativas nacionais e mantém o Paraná em posição estratégica dentro da oferta brasileira de grãos.

Revisão positiva é puxada por soja, milho e feijão

Entre os principais fatores por trás da revisão positiva estão as culturas mais representativas da produção agrícola paranaense.

A soja segue como principal destaque. Segundo o levantamento, o Paraná deve colher 22,3 milhões de toneladas, mantendo-se entre os maiores produtores do país e registrando crescimento de 4,3% em relação ao volume colhido em 2025. No cenário nacional, a oleaginosa continua em trajetória de recorde, com nova alta na estimativa brasileira.

No caso do milho, o Estado mantém posição de destaque como um dos principais produtores do país. A projeção aponta crescimento de 1,6% na área, com produção estimada em 17,5 milhões de toneladas e rendimento médio de 6.125 quilos por hectare. O Paraná responde por 16,6% da produção nacional do cereal.

Já no feijão, o Estado segue na liderança brasileira. A estimativa do IBGE aponta produção de 688,4 mil toneladas, o equivalente a 22,9% de participação nacional, mantendo o Paraná como principal referência do país nessa cultura.

Produção reforça peso do Paraná no agro nacional

A nova projeção confirma que o Paraná continua entre os principais pilares da produção de grãos no Brasil, com forte presença em culturas estratégicas para o abastecimento interno e para as exportações.

Além do peso da soja e do milho, a liderança no feijão reforça o papel do Estado não apenas no agronegócio exportador, mas também na segurança alimentar do mercado interno.

Para o produtor rural, a revisão positiva também tem reflexos práticos. Um volume maior de produção amplia a necessidade de atenção para questões como armazenagem, logística de escoamento, comercialização e comportamento dos preços, especialmente em um cenário em que a oferta pode pressionar o mercado em determinadas regiões.

Safra nacional recua em relação a 2025

Apesar da melhora para o Paraná, o cenário nacional ainda mostra um ajuste em relação ao desempenho recorde do ano passado.

Segundo o IBGE, a estimativa brasileira para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 344,1 milhões de toneladas, volume 0,6% menor que o obtido em 2025, quando o país colheu 346,1 milhões de toneladas. A estimativa de fevereiro foi de 344,1 milhões de toneladas, 0,6% abaixo da safra recorde de 2025.

Mesmo com essa leve retração no comparativo anual, a área a ser colhida no país foi estimada em 82,9 milhões de hectares, com crescimento frente ao ano anterior, o que mostra manutenção de uma base produtiva robusta.

Nesse contexto, o desempenho do Paraná ganha ainda mais relevância, já que o Estado avança em um momento em que a produção brasileira, no agregado, perde parte do ritmo em relação à safra passada.

Safra maior amplia desafios e oportunidades no campo

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