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Exportações de soja e carnes avançam nos portos paranaenses

Foto do autor Francieli Galo
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Exportações de soja e carnes avançam nos portos paranaenses
Exportações de soja e carnes sustentam movimentação nos portos paranaenses no 1º bimestre. Foto: Claudio Neves / Portos do Paraná

Movimentação nos dois primeiros meses do ano supera 10,2 milhões de toneladas, com alta nos contêineres, avanço da soja e destaque para frango e carne bovina

Os portos paranaenses começaram 2026 em ritmo forte e movimentaram 10.256.915 toneladas entre janeiro e fevereiro. O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações de soja em grão, carne de frango e carne bovina, além do crescimento na movimentação de contêineres.

O desempenho reforça a posição estratégica do Paraná na logística do agronegócio brasileiro, tanto no escoamento de grãos quanto no embarque de proteínas animais.

Contêineres crescem e frango mantém protagonismo

A movimentação de contêineres registrou alta de 11% em fevereiro e de 14% no acumulado do primeiro bimestre, com destaque para a exportação de carne de frango. Nos dois primeiros meses do ano, os embarques da proteína somaram 434.304 toneladas, acima das 371.202 toneladas registradas no mesmo período de 2025.

A participação do Paraná nas exportações nacionais de carne de frango também segue expressiva. Em fevereiro, os portos paranaenses responderam por 52% de todo o volume exportado pelo Brasil. No acumulado do ano, essa fatia chega a 49,9%, consolidando o complexo portuário como o maior exportador de carnes do país e o maior do mundo quando considerado o frango.

Carne bovina também avança no início do ano

Outro destaque do bimestre foi a carne bovina, que também apresentou crescimento relevante nos embarques. O volume exportado passou de 89.711 toneladas no primeiro bimestre de 2025 para 123.543 toneladas no mesmo período de 2026.

Com isso, os portos paranaenses responderam, em média, por 29% das exportações nacionais em fevereiro e por 28,6% no acumulado do bimestre, reforçando o peso do Paraná também no escoamento da proteína bovina.

Paraná amplia embarques de soja e reforça posição nacional

A soja em grão também teve desempenho expressivo nos dois primeiros meses do ano. Os embarques passaram de 2,06 milhões de toneladas no primeiro bimestre de 2025 para 2,4 milhões de toneladas em 2026, avanço de 16%.

Atualmente, os portos paranaenses ocupam a posição de segundo maior canal de exportação de soja do Brasil. Em fevereiro, responderam por 17,5% da movimentação nacional, enquanto no acumulado de 2026 a participação chega a 29,4% do mercado.

Os principais destinos da soja brasileira embarcada pelo Porto de Paranaguá são a China, que concentra 80% do volume, seguida por Vietnã, com 7,5%, e Iraque, com 6,1%, segundo dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne estatísticas de comércio exterior.

Açúcar e óleos vegetais também registram alta

Além da soja e das carnes, outros produtos do agronegócio também ganharam espaço na pauta exportadora dos portos paranaenses no início de 2026. O açúcar ensacado teve alta de 81% nos embarques, passando de 69.713 toneladas no primeiro bimestre de 2025 para 125.875 toneladas no mesmo período deste ano.

O resultado chama atenção porque, em 2025, as exportações estavam mais enfraquecidas devido à menor produção de cana-de-açúcar. Considerando o açúcar exportado ensacado e a granel via Porto de Paranaguá, a participação no mercado nacional chegou a 11% no primeiro bimestre, a segunda maior do país.

Já o envio de óleos vegetais também avançou de forma significativa. O volume passou de 158.387 toneladas em 2025 para 258.166 toneladas em 2026, o que representa crescimento de 75% em fevereiro e de 63% no acumulado do bimestre.

Importações somam 3,8 milhões de toneladas

No sentido inverso, as importações pelos portos paranaenses somaram 3.882.976 toneladas no primeiro bimestre de 2026.

O principal destaque de crescimento em volume foi o dos derivados de petróleo, grupo que inclui gasolina, GLP, nafta, óleo combustível e óleo diesel, com movimentação total de 681.050 toneladas.

Fertilizantes recuam, mas Paranaguá mantém relevância

Já o recebimento de fertilizantes apresentou retração de 21% nos dois primeiros meses do ano. De acordo com o setor, a valorização do dólar, os custos operacionais mais elevados e a restrição de oferta em alguns países produtores têm pressionado esse mercado e influenciado a redução no volume importado.

Mesmo assim, o Porto de Paranaguá manteve papel relevante no abastecimento nacional e respondeu por 29,7% de todo o volume importado no último mês e por 25% no acumulado de 2026.

Com isso, os números do primeiro bimestre reforçam a importância dos portos paranaenses tanto para o escoamento da produção agropecuária quanto para a entrada de insumos estratégicos ao campo brasileiro.

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