Paraná consolida 2ª maior indústria de alimentos do Brasil
Com produção de R$ 187,3 bilhões em 2025, setor reúne 3,6 mil empresas, sustenta mais de 259 mil empregos diretos e reforça o peso da agroindústria e das cooperativas no estado
O Paraná encerrou 2025 consolidado como a segunda maior indústria de alimentos do país, atrás apenas de São Paulo. O setor movimentou R$ 187,3 bilhões em valor de produção, o equivalente a 13,5% de toda a produção nacional da indústria de alimentos, reforçando o protagonismo do estado no cenário agroindustrial brasileiro.
Os dados são da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) e mostram que, além de ocupar posição de destaque no país, o Paraná também respondeu por metade de toda a atividade da região Sul, que somou R$ 377,1 bilhões no período.
O desempenho reforça a força da cadeia produtiva paranaense, marcada pela integração com o agronegócio, pela presença de grandes cooperativas e pela capacidade de agregar valor à produção do campo.
Setor reúne 3,6 mil empresas e mais de 259 mil empregos diretos
A base produtiva instalada no estado reúne 3.671 empresas, responsáveis por 259,6 mil empregos diretos e mais de 1,03 milhão de postos indiretos ao longo da cadeia produtiva.
Segundo os dados apresentados, a indústria de alimentos no Paraná tem PIB setorial de R$ 778,6 milhões, consolidando o estado como um dos principais polos industriais do segmento no Brasil.
A força do setor está diretamente ligada à estrutura produtiva altamente conectada ao campo, com forte presença de cooperativas agroindustriais e empresas que transformam a produção agropecuária em alimentos de maior valor agregado.
Para o presidente executivo da ABIA, João Dornellas, o desempenho reflete a solidez e a diversidade da cadeia produtiva no estado, além da capacidade de geração de renda, emprego e abastecimento.
Inflação dos alimentos ficou abaixo da inflação geral
Em 2025, a inflação de alimentos manteve trajetória mais moderada do que a inflação geral no Brasil. No país, o IPCA registrou alta de 4,26%, enquanto os alimentos subiram 2,95%.
Na Região Metropolitana de Curitiba, área pesquisada pelo IBGE no Paraná, o índice geral avançou 3,84% e os alimentos tiveram alta de 3,03%.
Segundo o material, esse comportamento reflete, entre outros fatores, ganhos de produtividade e eficiência ao longo da cadeia de alimentos, ajudando a ampliar a oferta e a reduzir parte das pressões de custos no período.
Integração com o campo fortalece a economia regional
Um dos principais diferenciais da indústria de alimentos do Paraná é a forte integração com a produção agropecuária.
Em 2025, a indústria paranaense adquiriu 70,2% da produção agropecuária local, percentual acima da média nacional, que ficou em 62%.
O dado evidencia o papel do setor como principal elo de transformação e agregação de valor à produção do campo, fortalecendo a agroindústria e ampliando os impactos econômicos em diferentes áreas da economia regional.
Esse vínculo impulsiona atividades como agricultura, transporte, embalagens, tecnologia e logística, além de reforçar a presença da agroindústria no interior do estado.
Considerando toda a cadeia produtiva, a indústria de alimentos gera mais de 1,29 milhão de empregos diretos e indiretos no Paraná, com forte participação das cooperativas e da agroindústria na dinamização econômica das regiões produtoras.
Exportações reforçam presença do Paraná no mercado internacional
O desempenho da indústria paranaense também aparece no comércio exterior.
Em 2025, o Paraná exportou US$ 8,57 bilhões em alimentos e bebidas, contribuindo para o resultado da região Sul, que somou US$ 18,58 bilhões em vendas internacionais no período.
Segundo o material, estados com cadeias agroindustriais consolidadas ampliam a competitividade brasileira no mercado global de alimentos, já que a indústria exerce papel fundamental na agregação de valor à produção agropecuária e no fortalecimento das exportações.
No caso do Paraná, esse movimento reforça ainda mais a importância estratégica da agroindústria para a economia estadual e para a presença do Brasil no comércio internacional de alimentos.