ABPA destaca profissionalismo com manutenção do alerta sanitário
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou ao RuralNews que a medida do Ministério da Agricultura reforça a prontidão do país, valoriza o trabalho dos produtores e evidencia o alto padrão sanitário da avicultura brasileira.
A manutenção do estado de emergência zoossanitária para influenza aviária pelo Ministério da Agricultura foi recebida de forma positiva pela cadeia avícola brasileira. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária, sob comando do ministro Carlos Fávaro, demonstra responsabilidade e atenção permanente com a proteção do plantel brasileiro de aves.
Segundo Santin, a prorrogação do alerta sanitário não representa aumento do risco nem indica a existência de um novo foco da doença, mas sim uma medida administrativa que permite ao país manter agilidade caso haja necessidade de resposta rápida diante de qualquer eventual ocorrência.
Medida reforça prontidão do Brasil diante de possíveis riscos
Na avaliação do dirigente, a renovação do estado de emergência sanitária é uma sinalização importante de que o Brasil segue preparado. Ele destacou que a decisão permite ao poder público agir com rapidez caso um novo caso venha a ser registrado, especialmente em um período considerado mais sensível para a vigilância sanitária.
Com a aproximação da fase de migração de aves, o setor reconhece que o risco sanitário naturalmente exige atenção redobrada. Por isso, a manutenção do alerta é vista como uma ferramenta de prevenção e organização, mantendo a estrutura pública pronta para agir sem demora.
Santin reforçou que o setor espera que novos casos não ocorram, mas ressaltou que a prevenção é justamente o que sustenta a robustez do sistema sanitário brasileiro.
ABPA destaca alto nível sanitário e profissionalismo da avicultura
Ao comentar a decisão, Ricardo Santin ressaltou que a prorrogação do estado de emergência também evidencia o profissionalismo da avicultura brasileira. Para ele, o setor produtivo nacional mantém padrões de biosseguridade elevados dentro das granjas, o que ajuda a explicar o desempenho sanitário do país até aqui.
Na visão da entidade, o Brasil construiu um modelo de produção com forte compromisso técnico, investimento em controle e protocolos rigorosos de segurança sanitária. Esse conjunto de ações, segundo Santin, coloca a avicultura brasileira em um patamar de excelência reconhecido internacionalmente.
O dirigente destacou ainda que o trabalho realizado pelos produtores é motivo de orgulho para o país e ajuda a sustentar a reputação da proteína animal brasileira nos mercados interno e externo.
Controle rápido reforça eficiência do sistema brasileiro
Santin também lembrou que o Brasil registrou apenas um caso que não se espalhou e foi rapidamente controlado, o que, segundo ele, reforça a eficiência do sistema sanitário nacional e a capacidade de resposta das autoridades e do setor produtivo.
Na leitura da ABPA, esse resultado não é casual. Ele reflete uma atuação conjunta entre o governo federal, equipes técnicas e produtores, com foco em vigilância, monitoramento e adoção rigorosa de medidas de contenção.
Esse histórico fortalece o entendimento de que a manutenção do estado de emergência não é um sinal de fragilidade, mas sim de organização, cautela e responsabilidade institucional.
Setor e governo atuam alinhados na proteção do plantel
Outro ponto destacado por Santin foi o alinhamento entre setor privado e poder público. Segundo ele, o trabalho conduzido pelo ministro Carlos Fávaro, pelos secretários e pela equipe técnica do Ministério da Agricultura demonstra comprometimento com a proteção do plantel nacional.
Para a ABPA, a prorrogação do alerta sanitário mostra ao mercado internacional que o Brasil está atento e que existe coordenação entre os diferentes elos envolvidos na defesa agropecuária.
Essa leitura é estratégica para a imagem do país, especialmente em um momento em que o Brasil se consolida como um dos principais fornecedores globais de carne de frango.
Imagem internacional e segurança alimentar ganham reforço
Na avaliação da entidade, a manutenção do estado de emergência sanitária também tem peso na comunicação com o mercado externo. Santin ressaltou que a medida ajuda a mostrar ao mundo que o Brasil segue vigilante e comprometido com a segurança sanitária da produção.
Esse posicionamento ganha ainda mais relevância diante da presença do frango brasileiro em mais de 150 países. Para a ABPA, preservar a credibilidade sanitária significa proteger não apenas os embarques e a competitividade do setor, mas também o papel do Brasil na segurança alimentar global.
Além disso, a decisão reforça a confiança dos compradores internacionais em um momento em que a previsibilidade sanitária é um dos fatores mais observados no comércio global de proteínas.
Prorrogação é vista como sinal de maturidade do setor
No entendimento da ABPA, a manutenção do alerta sanitário precisa ser interpretada como um sinal de maturidade institucional e técnica da avicultura brasileira. Em vez de representar alarme, a medida demonstra que o país escolhe permanecer preparado, com estrutura ativa e capacidade de resposta preservada.
Para o setor, essa postura reforça o alto nível sanitário da avicultura nacional, valoriza o trabalho dos produtores e comprova o profissionalismo de uma cadeia que se mantém entre as mais competitivas do mundo.
Com o avanço do período de migração de aves e o aumento da vigilância, a expectativa é de continuidade das campanhas de prevenção e do reforço das ações de biosseguridade, mantendo o Brasil atento, organizado e comprometido com a proteção do seu plantel.