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Soja: clima atrasa colheita, mas safra segue recorde no Brasil

Foto do autor Francieli Galo
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Soja: clima atrasa colheita, mas safra segue recorde no Brasil
O Brasil deve colher 177,85 milhões de toneladas na temporada 2025/26, mantendo um cenário de ampla oferta para o produtor.

Produção elevada e exportações firmes mantêm mercado atento ao ritmo de oferta

O excesso de chuvas em importantes regiões produtoras atrasou a colheita da soja no país, mas não comprometeu o potencial da safra. Segundo a Conab, mesmo com dificuldades no campo, o Brasil deve colher 177,85 milhões de toneladas na temporada 2025/26, mantendo um cenário de ampla oferta para o produtor.

Na primeira semana de março, a colheita atingia 50,6% da área cultivada, com destaque para o Mato Grosso, que já havia colhido 89,2%. Ao mesmo tempo, a área plantada foi estimada em 48,4 milhões de hectares, e a produtividade média nacional ficou projetada em 3.672 kg por hectare, sustentada pelo bom desempenho em diversas regiões.

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O clima foi o principal fator por trás desse cenário. Em fevereiro, chuvas frequentes no Centro-Oeste e Sudeste dificultaram a entrada das máquinas, atrasando os trabalhos. Por outro lado, essas mesmas precipitações beneficiaram lavouras em desenvolvimento no Norte e Nordeste.A exceção foi o Rio Grande do Sul, onde a falta de chuvas e o calor reduziram o potencial produtivo das lavouras e a colheita ainda não evoluiu. Porém de acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o ritmo da colheita está em com o andamento normal para o período. Isso ocorre por conta do clima, do calendário de zoneamento climático. A cerimônia oficial da abertura da colheita de soja no RS foi realizada na última sexta-feira (20).No mercado brasileiro, o avanço mais lento da colheita tende a impactar o ritmo de oferta no curto prazo, especialmente em regiões onde o excesso de umidade impede o escoamento. Ainda assim, o volume total elevado reforça a disponibilidade interna e mantém o país bem posicionado no cenário global.

Do ponto de vista comercial, a Conab revisou para cima a estimativa de exportações, que agora deve chegar a 114,39 milhões de toneladas, refletindo a forte demanda externa. Com isso, os estoques finais foram ajustados para baixo, indicando um mercado mais enxuto do que o inicialmente previsto, o que pode dar sustentação aos preços ao longo do ano.

Para as próximas semanas, o produtor deve acompanhar principalmente o ritmo da colheita e a evolução do clima nas regiões ainda em campo. Além disso, o comportamento das exportações e dos estoques será determinante para as decisões de venda, especialmente diante de uma safra grande, mas com oferta distribuída de forma irregular no tempo.

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