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Produção de milho cresce e colheita avança no Brasil

Foto do autor Francieli Galo
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Produção de milho cresce e colheita avança no Brasil
O desempenho positivo está ligado, principalmente, às condições climáticas favoráveis durante boa parte do ciclo.

Maior oferta pressiona mercado, mas clima ainda traz incertezas

A colheita do milho de primeira safra já alcança 29,5% da área no início de março, com produtividade acima do esperado em importantes regiões produtoras, segundo levantamento da Conab. O avanço, especialmente no Sul, reforça a perspectiva de maior oferta no mercado e pode influenciar diretamente as decisões de venda do produtor nas próximas semanas.

Na primeira safra, a área cultivada está estimada em 4,1 milhões de hectares, crescimento de 7,6% em relação ao ciclo anterior. A produção deve atingir 27,4 milhões de toneladas, alta de 9,7%. No Rio Grande do Sul, principal produtor nesse período, a colheita já chegou a 79% da área, com rendimento superior ao inicialmente projetado.

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O desempenho positivo está ligado, principalmente, às condições climáticas favoráveis durante boa parte do ciclo. Em alguns estados, o clima contribuiu para elevar o potencial produtivo, enquanto no Sul o tempo seco em fevereiro acelerou a colheita, apesar de ter prejudicado outras culturas, como a soja.

No caso da segunda safra, o plantio avançou rapidamente e já atinge 75,9% da área estimada, próximo da média histórica. Ainda assim, o atraso na colheita da soja e o excesso de chuvas em fevereiro, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste, limitaram o ritmo inicial e levaram produtores de estados como Goiás, Minas Gerais e Maranhão a reduzirem a área destinada ao milho.

Esse cenário traz reflexos diretos ao mercado brasileiro. A expectativa de maior produção na primeira safra, somada ao bom desenvolvimento inicial da safrinha, tende a aumentar a oferta ao longo do ano. Por outro lado, os atrasos no plantio e as preocupações climáticas em regiões como Paraná e Mato Grosso do Sul mantêm um viés de atenção, o que pode sustentar os preços no curto prazo.

Para as próximas semanas, o produtor deve acompanhar de perto o clima nas áreas de segunda safra e o ritmo da colheita da primeira. A definição da produtividade da safrinha será decisiva para o comportamento dos preços e para a estratégia de comercialização, principalmente em um cenário de maior oferta, mas ainda com riscos climáticos no radar.

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