Milho sobe com expectativa de plantio menor nos EUA
Possível redução de área e demanda firme sustentam preços
O milho fechou em alta na Bolsa de Chicago nesta terça-feira, acompanhando o movimento positivo do trigo e do petróleo, segundo análise da TF Agroeconômica. Para o produtor, o principal ponto de atenção é a possível redução da área plantada nos Estados Unidos, o que pode limitar a oferta e dar sustentação aos preços no curto prazo.
Os contratos registraram ganhos moderados, com o vencimento maio subindo 0,65%, a US$ 4,62 por bushel, e julho avançando 0,43%, a US$ 4,72. No Brasil, os preços apresentaram comportamento misto, com altas em algumas regiões, principalmente no Paraná e Mato Grosso, enquanto outras praças registraram recuos, refletindo ajustes locais de oferta e demanda.
O mercado internacional está voltado para as estimativas de plantio da próxima safra norte-americana. Consultorias já indicam uma possível migração de área do milho para a soja, motivada pelo alto custo dos insumos, especialmente fertilizantes. Ao mesmo tempo, fatores como clima nos EUA, restrições na oferta global de fertilizantes — com a Rússia limitando exportações — e o avanço do uso de etanol em diversos países reforçam o viés de sustentação.
No Brasil, o cenário é de preços firmes, mesmo com menor volume de negócios. A demanda segue aquecida, com compradores buscando recompor estoques, enquanto os produtores mantêm foco nas atividades de campo, o que reduz a oferta imediata. Além disso, incertezas logísticas e geopolíticas contribuem para um ritmo mais travado nas negociações.Na B3, os contratos futuros oscilaram pouco, refletindo esse equilíbrio entre oferta restrita e demanda ativa. O mercado físico segue sustentado, o que indica que, apesar das variações externas, o milho continua com boa base de preços no país, favorecendo decisões mais estratégicas de venda.
Para as próximas semanas, o mercado deve reagir principalmente ao relatório de área plantada nos Estados Unidos, além das condições climáticas no cinturão produtor e da evolução da demanda por etanol. Esses fatores serão decisivos para confirmar se o milho manterá a tendência de sustentação ou se haverá pressão adicional sobre as cotações.