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Milho oscila na CBOT e mercado interno segue lento no Brasil

Com atenções voltadas ao Oriente Médio e ao petróleo em alta, milho opera com preços mistos em Chicago, enquanto mercado brasileiro mantém ritmo travado

Milho oscila na CBOT e mercado interno segue lento no Brasil

Mercado de milho mantém ritmo lento no Brasil, com foco maior na soja e pressão da safra de verão. Foto: Freepik

Foto do autor Camilo Motter
02/03/2026 |

O mercado do milho iniciou a semana com comportamento misto na Chicago Board of Trade (CBOT). Na manhã desta segunda-feira, o contrato maio era negociado a US$ 4,48 por bushel. Na sexta-feira, a bolsa encerrou com ganhos tímidos. Ainda assim, na semana passada, a posição março acumulou alta de 2,0% e, em fevereiro, avanço de 2,8%.

Na B3, antigo pregão da BMF, os contratos também operam com leve valorização. O vencimento março trabalha a R$ 72,55, acima do fechamento anterior de R$ 72,29. Já maio é cotado a R$ 72,05, frente aos R$ 71,72 da sessão passada.

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O mercado internacional acompanha de perto os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. Como consequência, o petróleo sobe mais de 7%, o que pode dar sustentação ao complexo das commodities agrícolas, sobretudo pela ligação com os biocombustíveis. Mesmo assim, a volatilidade limita movimentos mais consistentes.

Brasil


No cenário doméstico, o ritmo segue lento. O foco do produtor permanece concentrado na comercialização da soja, o que reduz a liquidez no milho. Além disso, os preços não se mostram tão atrativos, enquanto a colheita da safra de verão ajuda a manter pressão sobre as cotações, principalmente no Sul.

Em Mato Grosso, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que o plantio da safrinha alcança 81,9% da área, avanço expressivo sobre os 66,3% da semana passada, mas ainda abaixo dos 84,9% registrados no mesmo período do ano anterior.

No Paraná, segundo a Granoeste, as indicações de compra no Oeste variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, para entrega da safrinha, os valores ficam entre R$ 65,00 e R$ 67,00, a depender do prazo de pagamento e da localização do lote.

No câmbio, o dólar opera em alta de quase 1%, cotado a R$ 5,18, após fechar a sessão anterior em R$ 5,133, fator que também influencia a formação dos preços internos.






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