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Com alta dos preços da soja, milho perde área plantada e preços ganham força na CBOT

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Com alta dos preços da soja, milho perde área plantada e preços ganham força na CBOT

Os preços do milho, em Chicago (CBOT), iniciaram a semana em alta de 5 a 7 cents, nos primeiros vencimentos, cotados em U$ 6,66/maio.

Na sexta-feira, após relatórios, a CBOT encerrou em forte alta, de 11 cents. A BMF trabalha em R$ 80,30/maio (+0,7%) e R$ 79,70/ julho (+0,9%).

De acordo com o analista de mercado Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cascavel/PR, além dos números dos relatórios de estoques trimestrais e intenção de plantio dos EUA, as altas expressivas do petróleo vem dando força aos mercados.

Na semana anterior, a CBOT/maio registrou ganhos de 2,7%. Ao longo de todo o mês de março a alta foi de 4,8%. Mesmo que tenha tido uma recuperação recente, Chicago registra queda de 2,6% durante o primeiro trimestre do ano.

O relatório trimestral veio com estoques de milho abaixo do esperado. Analistas estimavam 190,0MT. O USDA, porém, inventariou estoques de 187,9MT, queda de 3,6% sobre a mesma data do ano anterior, quando os estoques eram avaliados em 197,1MT.

Em relação a área de plantio, a primeira intenção do USDA veio com 37,23MH, quase 4% acima dos 35,85MH semeados no ano passado. O mercado esperava algo como 36,77MH.

Área maior, combinado com estoques menores, promoveu a sensação de neutralidade.

Os preços, porém, ganharam força movidos por outros fatores, como a alta dos preços da soja, que pode acabar “roubando” área do milho até que o plantio seja efetivamente realizado.

A expressiva alta do petróleo também é fator positivo ao promover aumento da demanda por etanol.

Mercado interno

Mercado interno se mantém lento. O aumento da oferta para abrir espaço em armazéns e avanço da colheita da safra de verão pressionam os preços. Apesar disso, as exportações cedem espaço para a soja.

As integrações se mostram bem abastecidas e buscam por preços mais atrativos. Mercado começa a dar atenção mais direta na evolução da safrinha, o clima será fator decisivo.

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