Danos por maritacas levam Mapa a discutir manejo em SP
Produtores relatam perdas em lavouras e especialistas discutem estratégias de manejo para reduzir impactos sem comprometer o equilíbrio ambiental
Os prejuízos causados por maritacas em lavouras de diferentes culturas levaram produtores, técnicos e autoridades a intensificarem o debate sobre formas de manejo da espécie. O tema foi o foco de um simpósio realizado em Jarinu (SP), com participação do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O encontro reuniu representantes do setor produtivo, especialistas e órgãos públicos para discutir alternativas que reduzam os impactos nas propriedades rurais, sem comprometer a preservação da fauna silvestre.
Durante o evento, produtores relataram perdas relevantes em culturas como milho, uva, pêssego e hortaliças. Em alguns casos, houve registros de perdas totais em áreas plantadas, evidenciando o avanço do problema em regiões do chamado Circuito das Frutas, no interior paulista.
Busca por soluções coordenadas
A ampliação da população de maritacas e sua presença cada vez mais frequente em áreas agrícolas e urbanas têm aumentado a pressão sobre o setor produtivo. Segundo representantes do governo, o desafio está em encontrar soluções que conciliem produção e conservação ambiental.
As discussões destacaram a necessidade de estudos técnicos mais aprofundados para orientar possíveis medidas de manejo populacional, além da adoção de estratégias preventivas que possam reduzir os danos nas lavouras.
Especialistas também ressaltaram que ações isoladas tendem a ter efeito limitado, reforçando a importância de iniciativas coordenadas entre produtores, municípios e órgãos públicos.
Grupo de trabalho
Como encaminhamento do simpósio, foi criado um grupo de trabalho para dar continuidade às discussões e avançar na construção de propostas voltadas ao manejo da espécie.
A iniciativa busca estruturar ações práticas que ajudem a mitigar os prejuízos no campo, ao mesmo tempo em que preservem o equilíbrio ambiental, um ponto central para a sustentabilidade da produção agrícola.