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Preço dos ovos de Páscoa dispara, mas barras recuam em 2026

Foto do autor Jair Reinaldo
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Preço dos ovos de Páscoa dispara, mas barras recuam em 2026
Ovos de Páscoa seguem em alta em 2026, enquanto barras, bombons e itens tradicionais da ceia mostram preços mais comportados.

Levantamento aponta alta acumulada nos ovos de chocolate, enquanto barras, bombons, bacalhau e azeite registram recuos ou maior estabilidade na comparação com anos anteriores

A Páscoa de 2026 chega com um cenário de preços misto para o consumidor brasileiro. Enquanto os ovos de chocolate continuam em trajetória de alta e acumulam aumento de 27% nos últimos dois anos, outros produtos tradicionais da data, como barras de chocolate, bombons, bacalhau e azeite, apresentam recuo ou maior estabilidade. O levantamento, realizado pela VR com base em mais de 13 milhões de notas fiscais, mostra o comportamento real de compra no varejo e revela que o ovo segue como o item que mais pesa no bolso nesta temporada.

Os ovos de Páscoa mantiveram a tendência de valorização entre 2024 e 2026. O preço médio por unidade era de R$ 63,28 em 2024, avançou para R$ 74,41 em 2025 e chegou a R$ 80,28 neste ano. O movimento confirma que o produto continua sendo um dos principais responsáveis pelo encarecimento da cesta típica da data, especialmente diante do apelo sazonal e da procura concentrada no período.

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Barras e bombons mostram leve alívio

Na contramão dos ovos, os chocolates em barra e os bombons apresentaram um comportamento mais equilibrado. Em 2024, o preço médio desses produtos era de R$ 12,44. Em 2025, houve alta para R$ 14,17, mas em 2026 foi registrada leve queda, com o valor médio recuando para R$ 14.

Embora a redução tenha sido discreta, o dado indica uma acomodação nos preços desses itens, que costumam surgir como alternativa para consumidores que buscam manter o consumo de chocolate na Páscoa sem comprometer tanto o orçamento.

Bacalhau recua e azeite cai com mais força

Entre os itens tradicionais da mesa de Páscoa, o bacalhau apresentou queda acumulada de 15% entre 2024 e março de 2026. O preço médio do quilo, considerando diferentes cortes e apresentações, era de R$ 138,32 em 2024, caiu para R$ 127,31 em 2025 e chegou a R$ 117,50 neste ano.

O azeite também teve um movimento relevante de baixa em 2026. Após subir de R$ 36,09 em 2024 para R$ 38,38 em 2025, o produto recuou para R$ 30,46 no levantamento mais recente, representando uma queda de cerca de 21% em relação ao ano passado.

Esses dois produtos ajudam a equilibrar o custo da refeição típica da data, especialmente para as famílias que mantêm o hábito de preparar pratos tradicionais no período da quaresma e no almoço de Páscoa.

Batata segue abaixo de 2024, enquanto azeitona sobe

A batata também mostrou comportamento mais estável. Em 2024, o preço médio era de R$ 9,64. No ano seguinte, houve recuo superior a 12%, e em 2026 o item registrou leve alta de 3%, chegando a R$ 8,80. Mesmo assim, o valor segue abaixo do patamar observado há dois anos.

Já a azeitona continua em sentido oposto e mantém trajetória de alta. O preço médio passou de R$ 7,61 em 2024 para R$ 8,72 em 2025 e chegou a R$ 9,38 em 2026. Com isso, o item acumula valorização e segue pressionando o custo de preparo de pratos típicos consumidos no período.

Consumidor encontra cenário de preços mais variado em 2026

O levantamento mostra que a Páscoa de 2026 traz um cenário menos uniforme para o consumidor. Se por um lado os ovos de chocolate seguem pressionando o orçamento, por outro há sinais de alívio em produtos substitutos e em alimentos tradicionais da ceia, o que pode influenciar o comportamento de compra e estimular escolhas mais estratégicas nas gôndolas.

Na prática, o resultado indica que o consumidor deve seguir atento à composição da cesta de Páscoa neste ano. Produtos de maior apelo sazonal continuam mais caros, enquanto itens alternativos e parte dos alimentos tradicionais oferecem uma oportunidade de compra mais equilibrada em relação aos anos anteriores.

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