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Mapa combate abate clandestino e apreende carnes no Ceará

Foto do autor Francieli Galo
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Mapa combate abate clandestino e apreende carnes no Ceará
Fiscais do Mapa durante ação de combate ao abate clandestino no Ceará, que resultou na apreensão de carnes irregulares. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária / Divulgação

Fiscalização apreende mais de 3 toneladas de carnes em ação contra abate clandestino no Ceará e reforça importância da inspeção oficial para proteger a saúde pública

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de combate ao abate clandestino de aves no Ceará. Na terça-feira (2), o órgão realizou a Operação Tô Fraco, correspondente à Ronda Agro CXVIII, com apoio da Agefis, da Sesa e da SSPDS-CE.

Fornecimento ilegal atingia até outros estados

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Os fiscais encontraram um abatedouro irregular de galinha-d’angola em Apuiarés (CE). O local abastecia comércios de Fortaleza e, além disso, enviava carnes para outros estados. As equipes constataram falhas severas em bem-estar animal e higiene, o que facilita a contaminação e a transmissão de doenças por alimentos.

As equipes apreenderam mais de três toneladas de carne e realizaram o descarte completo do material. Além disso, descobriram o uso de corante artificial para alterar a coloração dos cortes e simular maior qualidade. Essa prática engana consumidores e oculta o verdadeiro estado da carne.

Irregularidades também no comércio

Durante a operação, os fiscais vistoriaram três estabelecimentos em Fortaleza. Todos comercializavam produtos provenientes do abatedouro clandestino, o que ampliou a gravidade das infrações.

Fiscalização protege o consumidor

A inspeção oficial tem como objetivo garantir alimentos seguros. Por isso, estabelecimentos que comercializam produtos de origem animal precisam seguir as regras do SIF, SIE, SIM ou Sisbi-POA. Esses sistemas controlam o processamento e evitam a circulação de produtos contaminados.

O Mapa reforça que carnes clandestinas representam risco direto à saúde pública. Elas podem transmitir patógenos, provocar toxinfecções e, em casos graves, levar à morte. Por essa razão, a pasta continuará ampliando o alcance das fiscalizações e atuando para impedir práticas irregulares em todas as etapas da cadeia de abastecimento.

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