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INMET prevê semana com chuva forte em parte do Brasil

Foto do autor Francieli Galo
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INMET prevê semana com chuva forte em parte do Brasil
Boletim indica chuva irregular no Brasil, com volumes mais elevados em áreas do Norte, Sudeste e Centro-Oeste.

Boletim para o período de 16 a 23 de março aponta maiores volumes de chuva em áreas do Norte, Sudeste e Centro-Oeste, após acumulados expressivos nos últimos dias

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgou a previsão para a semana entre 16 e 23 de março de 2026, com indicativo de chuvas irregulares pelo país, mas com volumes mais expressivos em áreas das regiões Norte, Sudeste e Centro-Oeste. O cenário ocorre após acumulados elevados registrados entre os dias 11 e 15 de março, especialmente em pontos do Amazonas, Amapá, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Norte teve os maiores acumulados do período

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva do país foram observados em áreas do Centro do Amazonas, Baixo Amazonas, no Pará, e Norte do Amapá, com acumulados superiores a 125 milímetros.

De acordo com o INMET, as chuvas foram favorecidas pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), pela elevada disponibilidade de calor e umidade e pela presença de áreas de instabilidade.

Entre os destaques do período estão Oiapoque (AP), com 264,4 mm, Parintins (AM), com 171,8 mm, e Novo Repartimento (PA), com 121,2 mm.

No geral, os volumes variaram entre 10 e 40 milímetros na maior parte da região, com exceção da porção centro-nordeste de Roraima e de áreas entre Amazonas e Acre, onde os acumulados ficaram abaixo de 10 milímetros.

Nordeste teve chuva concentrada no oeste do Piauí e Maranhão

Na Região Nordeste, os acumulados superaram os 50 milímetros em áreas do oeste do Piauí e do Maranhão, também sob influência da ZCIT. Nas demais localidades, prevaleceram volumes abaixo de 40 milímetros.

Os principais registros foram em Floriano (PI), com 93,6 mm, São Luís (MA), com 74,4 mm, e Zé Doca (MA), com 69,6 mm.

Centro-Oeste teve reforço da umidade da Amazônia e da ZCAS

Na Região Centro-Oeste, os totais de chuva ultrapassaram os 50 milímetros no Sudeste de Mato Grosso, na porção centro-sul de Goiás e na faixa central de Mato Grosso do Sul.

Segundo o INMET, esse cenário foi impulsionado pelo canal de umidade vindo da Amazônia e pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Nas demais áreas da região, os volumes ficaram entre 10 e 40 milímetros, com exceção de localidades no Sudeste de Mato Grosso do Sul, onde os acumulados ficaram abaixo desse patamar.

Os destaques foram Aquidauana (MS), com 108,8 mm, São Gabriel do Oeste, com 99,4 mm, e Rio Verde (GO), com 88 mm.

Sudeste teve chuva forte em Minas Gerais e São Paulo

Na Região Sudeste, os totais de chuva superaram os 80 milímetros em áreas de Minas Gerais e São Paulo. Nas demais localidades, os acumulados ficaram próximos de 30 milímetros.

Os maiores registros ocorreram em Marília (SP), com 133,2 mm, Maria da Fé (MG), com 130,6 mm, e Iguapé (SP), com 119,2 mm. O boletim aponta que as chuvas foram favorecidas pelo canal de umidade vindo da Amazônia, pela presença de ciclone na costa e pela formação de ZCAS.

Sul teve chuva mais irregular

Na Região Sul, os totais de chuva superaram os 30 milímetros em áreas entre Paraná e Santa Catarina, além do Sudeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas da região, os acumulados ficaram abaixo de 10 milímetros, indicando uma distribuição mais irregular das precipitações.

Os maiores volumes foram registrados em Santa Vitória do Palmar (RS), com 90,1 mm, Morretes (PR), com 72,4 mm, e Erechim (RS), com 47,9 mm. Segundo o INMET, esses acumulados estão associados à atuação de áreas de instabilidade e à umidade vinda do oceano.

Cenário mantém atenção para distribuição irregular da chuva

O boletim do INMET mostra que, apesar dos acumulados elevados em algumas áreas, a chuva seguiu mal distribuída em várias regiões do país.

Para o setor agropecuário, o comportamento irregular das precipitações mantém a atenção voltada ao impacto sobre a umidade do solo, o planejamento de manejo e a evolução das condições de campo, especialmente em áreas onde os volumes ficaram abaixo do esperado.

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