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Final de safra eleva preços da lima ácida tahiti em março

Foto do autor Francieli Galo
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Final de safra eleva preços da lima ácida tahiti em março
Menor oferta no fim da safra e ritmo mais lento da colheita elevaram os preços da lima ácida tahiti em março.

Menor oferta no período de encerramento da safra e chuvas que limitaram a colheita sustentaram a recuperação dos preços da fruta na parcial de março

Os preços da lima ácida tahiti voltaram a subir em março, impulsionados principalmente pela menor oferta típica do período de final de safra. Após a queda registrada entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a fruta reagiu neste mês e, na parcial até o dia 18, passou a ser negociada à média de R$ 23,29 por caixa de 27,2 quilos, valor 8,9% superior ao observado em fevereiro, segundo levantamento do Cepea.

O movimento de alta ocorre em um momento em que a colheita já perde força, reduzindo a disponibilidade da fruta no mercado e favorecendo a recuperação das cotações.

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Chuvas limitaram colheita e ajudaram a sustentar preços

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, as chuvas registradas até a semana passada reduziram o ritmo da colheita, o que contribuiu para restringir ainda mais a oferta de fruta no mercado. A retirada da produção só voltou a ganhar ritmo nesta semana, mas o impacto do clima já havia ajudado a reforçar o cenário de valorização da tahiti.

Com menor volume disponível em um período de transição de safra, os preços encontraram espaço para reagir após meses de pressão.

Frutos mais claros podem dificultar comercialização

Apesar da recuperação nos preços, o mercado também observa um ponto de atenção na qualidade visual da fruta. Segundo relatos de agentes ouvidos pelo Cepea, há presença de frutos mais claros, reflexo da maior sequência de dias nublados nas últimas semanas.

Esse aspecto pode reduzir a atratividade comercial da lima ácida tahiti e dificultar a negociação em alguns canais, já que a coloração costuma influenciar diretamente a aceitação do produto.

Assim, embora a menor oferta tenha sustentado os preços, a comercialização ainda pode enfrentar alguma limitação dependendo do padrão da fruta ofertada.

Chuvas favorecem condições da próxima florada

Por outro lado, o comportamento climático no primeiro trimestre traz sinais positivos para o desenvolvimento da próxima safra.

Pesquisadores do Cepea destacam que o maior volume de chuvas nos primeiros meses do ano tem favorecido as condições fisiológicas das plantas e contribuído para a formação da próxima florada.

Esse cenário é visto como positivo para o pomar, especialmente em um momento em que o setor já começa a observar os indicativos do próximo ciclo produtivo.

Potencial da próxima safra ainda depende das próximas fases

Apesar da percepção inicial favorável, o desempenho produtivo da próxima safra ainda dependerá de etapas decisivas do ciclo.

Segundo o Cepea, o potencial de produção precisará ser confirmado nas próximas semanas, principalmente a partir do pegamento dos frutos, fase considerada determinante para a consolidação da florada.

Até agora, a avaliação dos agentes é de que a expectativa para a florada é satisfatória, mas o mercado ainda acompanha com cautela os desdobramentos climáticos e fisiológicos antes de projetar um volume mais consistente para a próxima temporada.

Mercado entra em transição entre fim da safra e novo ciclo

Com a oferta mais enxuta no encerramento da atual safra, os preços da lima ácida tahiti encontram sustentação em março e interrompem o movimento de queda observado nos meses anteriores.

Ao mesmo tempo, o setor já volta as atenções para o próximo ciclo, monitorando a evolução da florada e as condições das plantas após um trimestre marcado por chuvas mais frequentes.

Para o produtor, o momento combina alívio nas cotações no curto prazo e expectativa moderadamente positiva para a próxima safra, ainda dependente das próximas fases de desenvolvimento da fruta.

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