Soja em MS avança para 61,7 sc/ha e eleva projeção de produção
Produtividade da soja em MS sobe para 61,7 sc/ha e produção pode chegar a 17,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026.
A produtividade da soja em Mato Grosso do Sul foi revisada de 52,8 para 61,7 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 17,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026. O novo número representa alta de 19,2% no rendimento e de 26,3% na produção em relação ao ciclo anterior.
A revisão foi feita pela Aprosoja/MS, após amostragem em 19,5% da área cultivada, indicando um desempenho melhor das lavouras até o momento. Mesmo assim, os dados ainda podem sofrer ajustes conforme o avanço das colheitas e a consolidação dos levantamentos em campo.
Na prática, o novo cenário aponta recuperação importante para o produtor sul-mato-grossense, com impacto direto na renda e na capacidade de comercialização da safra.
Produção cresce com área maior
Além do ganho de produtividade, a área plantada também contribui para o aumento da produção. O Estado cultivou cerca de 4,7 milhões de hectares de soja, expansão de 5,9% sobre a safra anterior.
Com isso, Mato Grosso do Sul reforça sua posição entre os principais produtores de soja do País, em um ciclo marcado por recuperação após dificuldades climáticas no ano anterior.
Colheita avança no Estado
O ritmo de colheita já é avançado em praticamente todas as regiões. Até o início de abril, os trabalhos alcançavam 98,4% da área no sul do Estado, 85,5% na região central e 74,1% no norte.
No total, cerca de 4,3 milhões de hectares já foram colhidos, o que permite maior segurança nas estimativas de produtividade.
Milho safrinha preocupa
Enquanto a soja apresenta recuperação, o cenário é mais desafiador para o milho segunda safra.
O plantio já cobre cerca de 2,1 milhões de hectares, próximo da área total estimada em 2,2 milhões. No entanto, a produtividade esperada é de 84,2 sacas por hectare, queda de 22,4% em relação ao ciclo passado. Com isso, a produção deve atingir 11,1 milhões de toneladas, recuo de 20,1% na comparação anual.
Na prática, isso indica um cenário de compensação dentro da propriedade: enquanto a soja tende a melhorar o resultado financeiro, o milho pode pressionar a margem, principalmente em regiões mais afetadas por clima ou janela de plantio.