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  • Data de publicação: 17/12/2021

Bem-estar animal e tecnologia preditiva impulsionarão a pecuária brasileira em 2022

Por Henrique Casagrande, diretor da unidade de ruminantes da MSD Saúde Animal

A força agropecuária é indiscutível, seja na economia nacional, seja no abastecimento da população. Os números do setor comprovam, a exemplo do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estimado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para este ano, de R$ 1,119 trilhão, 9,9% maior em comparação ao do ano passado.
 
É um segmento que impulsiona o país, com 70% da produção pecuária brasileira oriunda de pequenas propriedades e produtores rurais. E, uma coisa é certa, sempre é possível estabelecer estratégias para novas conquistas e para melhorar ainda mais os números no futuro. Desta vez, o foco está na sinergia entre pessoas, ciência e tecnologia, e vou te contar o porquê.

Com uma necessidade cada vez mais sobressalente de ter uma produção altamente otimizada e eficiente, o uso de ferramentas que trazem inteligência do uso de dados e o acesso a recursos preditivos e, consequentemente, preventivos -- como soluções de identificação, monitoramento e rastreabilidade --, desenham as novas expectativas da pecuária mundial. É a determinação de se estabelecer excelência em todos os processos produtivos, fomentando a evolução digital sem deixar de lado a conexão emocional com pessoas, animais e meio ambiente, para um futuro mais inteligente e assertivo.
 
Com mais de 200 milhões de cabeças, segundo dados do IBGE, o rebanho brasileiro esbarra cada vez mais na discussão da importância da saúde animal, considerando tópicos como o bem-estar dos animais, a integração da saúde das pessoas com os animais e meio ambiente (saúde única) e, especialmente, a contribuição da tecnologia, inovação e inteligência de dados para as melhores práticas e resultados.
 
Nesse cenário, também é papel das empresas uma atuação direcionada para o contínuo desenvolvimento do agronegócio e para um novo posicionamento do setor perante a sociedade. A MSD Saúde Animal é uma das companhias que tem essa visão e, cada vez mais, tem ações direcionadas a protagonizar mudanças e a estabelecer um olhar para o novo horizonte que estamos construindo na área: de melhorar a vida das pessoas e a saúde e o bem-estar dos animais.
 
Além de sempre estar em busca de trazer os diferenciais da ciência para os clientes e, consequentemente, para a indústria, por meio de um robusto portfólio de produtos, soluções e serviços, a companhia tem práticas que se destacam na construção de um novo posicionamento do agronegócio. Como o lançamento, no último ano, de uma divisão de inteligência, a MSD Saúde Animal Intelligence.
 
A unidade de pecuária, por meio do time presente em diversas regiões do Brasil, tem como foco apoiar o pecuarista e maximizar e efetivar uso de dados para promover, entre muitas coisas, a saúde única (One Health), que representa a integração de sanidade e sustentabilidade entre animais, seres humanos e o meio ambiente. Isso sem contar o diferencial competitivo que podemos trazer aos nossos clientes, que buscam cada vez mais por soluções que tragam a eles uma visão mais completa da produção, facilitando os cuidados com os animais e evitando perdas.
 
A empresa também é pioneira no programa Criando Conexões, que tem como objetivo aprimorar o manejo do gado por meio de uma técnica de baixo estresse, conhecida fora do Brasil como stockmanship, que significa "sem nada nas mãos". A iniciativa avalia o instinto e o comportamento do animal, melhorando a relação entre o vaqueiro e o bovino, bem como o ambiente de trabalho da fazenda.
 
Temos ampliado a capacitação do nosso time para que, cada vez mais, possa disseminar as técnicas de manejo do Criando Conexões, promovendo a democratização desse conhecimento nas propriedades brasileiras. Desde o lançamento oficial no Brasil, em 2015, o programa já manejou mais de 5 milhões de animais e qualificou cerca de 7 mil vaqueiros. Hoje, temos em nossa equipe 45 colaboradores habilitados para difusão da técnica no país.
 
Há ainda muitas outras ações no mercado que devem ganhar holofotes e a adesão da cadeia produtiva, e a maioria voltada ao bem-estar e à eficiência produtiva. Como a Redução da Marca a Fogo, uma iniciativa da empresa BE Animal, do Grupo de pesquisa ETCO, da Unesp, e da Agropecuária Orvalho das Flores, com o apoio da MSD Saúde Animal e da JBS. É um projeto que propõe a mudança no manejo, substituindo a marca a fogo por brinco de identificação, o que favorece o bem-estar animal e contribui para uma melhor gestão do negócio.
 
Por isso, o ano que se anuncia já vem com o respaldo dos benefícios da inovação, da tecnologia e das novas práticas de manejo para os animais, o meio ambiente e para os seres humanos. Não há mais como desassociar a evolução da cadeia produtiva da revolução digital e da conscientização do bem-estar animal.


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